domingo, 10 de abril de 2011

Processadores de Múltiplos Núcleos


 
Processadores com mais de um núcleo apresentam algumas diferenças em relação aos da tecnologia anterior, sendo a primeira delas nominal: a indicação de velocidade baseada em GHz deixa de fazer sentido, porque os dois núcleos operam geralmente na mesma velocidade - mas seu trabalho conjunto, combinado com o cache compartilhado, os torna mais eficientes (enquanto um núcleo grava um CD, por exemplo, o outro pode rodar um game, com comunicação total entre eles, ou edição de um vídeo, etc.). 


Isso sem mencionar que o ganho não se limita apenas ao processamento, a interação entre os núcleos consome menos energia, diminui a quantidade de calor dissipado e abre um leque de soluções para os problemas que impediam o avanço dos microprocessadores: 
o superaquecimento. Ao dividir tarefas com dois núcleos, o processador produz o calor padrão do seu clock (2,16 GHz, por exemplo) sem avançar na sua curva geométrica de aquecimento. Vale lembrar que o pleno aproveitamento dos chips de múltiplos núcleos requer adequações em nível de software - a menos que os sistemas e aplicativos sejam reescritos, os benefícios não são tão representativos assim. Se por exemplo, para um usuário que utiliza softwares “comuns” como um editor de textos, uma planilha de dados, etc., o desempenho pode não ser tão evidenciado quanto para outro usuário que trabalhe com edição de imagens ou jogos.

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